Mazda CX-5 2WD AT

Sucesso de vendas, o Mazda CX-5, chegou renovado para continuar a conquistar o mercado. É do renovado Mazda que nos fala Jorge Farromba, e que nos descreve o que de mais significativo mudou e as resposta deste SUV ao comportamento em viagem.

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Mazda CX-5 2WD AT
Mazda CX-5 2WD AT. Foto: DR

O renovado Mazda CX-5 surge com uma grande responsabilidade que passa por substituir um modelo de sucesso e responsável por aproximadamente 25% das vendas anuais da Mazda.

Daí que a marca optou – e bem – por não mexer muito num desenho que cativou, num produto que, desde o início, sempre foi apelativo. E os anseios da marca são elevados pois pretendem assumir o topo do segmento SUV em Portugal.

E, se assim o pensou, assim o fez, onde esta geração não passa somente por um lifting ao fim de 5 anos, mas por uma nova geração, aliada a melhor performance, maior conforto, melhor comportamento.

Mantendo a tradição existente na marca, a aposta naquilo que define como uma maior ligação ao condutor com a evolução do conceito Jinba Ittai (“veículo e condutor em perfeita harmonia. Tal como um cavalo e um cavaleiro) e em termos de design, onde não rompe com o desenho do primeiro modelo mas aposta em linhas mais vincadas e definidas com o multipremiado design KODO A Alma do Movimento.

Considerando que o segmento dos SUV é um dos que regista uma maior procura a nível europeu, compreende-se o cuidado da marca na apresentação do novo modelo e, se é certo que o CX-5 já vendeu mais de 1,5 milhões de unidades em 120 países em redor do planeta importa continuar a cativar novos clientes e, nesse ponto, o estilo exterior evidenciado é de facto muito interessante, com linhas que não deixam ninguém indiferente, onde a robustez combina com desportividade e agilidade.

No interior, mais uma vez a importância no desenho centrado no ser humano e, nesse sentido, as alterações estéticas, não sendo tão evidentes como no exterior, apresentam um desenho do tablier – de boa construção e montagem – assumidamente mais tradicional e sem formas muito vincadas ou futuristas. No respeito que a marca coloca no ser humano, somos tentados a constatar a atenção em vários detalhes, seja no toque dos materiais, na qualidade dos mesmos, ou na robustez evidenciada.

A posição de condução é fácil de encontrar, com bancos cómodos e envolventes, uma correta posição de condução, numa harmonia entre condutor, pedais e volante (este de espessura e toque muito bom). O habitáculo apresenta-se bem construído e com pouco recurso a plásticos rijos sendo o destaque evidente no tablier, em plástico mole e pele pespontada que se estende ao volante e aos painéis laterais. O painel de instrumentos dividido em três, com o conta rotações, o conta-quilómetros e o painel direito com informação relativa à condução, como sejam, consumos, temperatura, cruise control, ou o sistema de manutenção na faixa de rodagem. Por cima do painel de instrumentos o recurso ao head up display, que projeta a informação relevante (velocidade, sinais de transito e GPS). Em posição central e no topo do tablier, tal como outras marcas o fazem, o recurso a um ecrã de 7 polegadas para controlar as várias funções da viatura, como o GPS, parametrizações do veículo, rádio, Bluetooth, etc.

Tanto à frente como atrás o espaço abunda e é fácil acolher os 5 ocupantes. Um detalhe interessante é que as costas do banco traseiro podem ser inclinadas até um máximo de 28º.

O CX 5 conta com uma bagageira de acionamento elétrico com mais de 500 litros de capacidade e uma boca de carga acessível e prática.

Em termos dinâmicos e, como todos os SUV, sabemos que viajamos numa posição mais elevada o que, numa primeira abordagem nos obriga a assimilar essa diferença, sendo que o CX-5 e o seu motor 2.2. de 150Cv assume-se como pouco ruidoso, sem vibrações relevantes, com uma boa caixa de velocidades automática e que permite, com facilidade, circular tanto em cidade como estrada ou autoestrada, com evidentes melhorias do comportamento dinâmico face ao modelo anterior.

Também nesta nova versão a MAZDA quis melhorar um produto já de si bom e para tal apostou na redução dos ruídos de baixa frequência provenientes da estrada e os de alta frequência, do ruído de vento e dos pneus, mas também na melhoria do comportamento, estabilidade e conforto.

Ao longo de todo o ensaio o Mazda revelou-se um veículo confortável e com um comportamento seguro e previsível, mantendo intactas todas as caraterísticas que a marca incorpora nas suas criações. O CX5 é classe 1 com dístico da via verde e inclui todas as tecnologias que hoje são comuns em quase todos os novos modelos como o Lane Departure Warning System, Hill Launch Assist, Lane Keep Assist System, Advanced Blind Spot Monitoring com Rear Cross Traffic Alert, Driver Attention Alert entre muitos outros sistemas.

Em termos de consumo os mesmos revelaram-se comedidos – mesmo para um 2.2 com médias em estradas entre os 6.5 e 6.8litros ao 100kms.

Em resumo, a Mazda está de parabéns pois soube “ler o mercado”, incorporando no seu novo CX5 as alterações decorrentes, sem romper com a tradição da marca, mas elevando a fasquia do produto a comercializar.

Artigo de Opinião: Jorge Farromba

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