AT e ASAE fiscalizam mais de 3 mil estabelecimentos de restauração

Ação de fiscalização no setor da restauração, em 28 de julho, incidiu sobre 3.100 estabelecimentos. Foram levantados 650 processos de contraordenação, quatro processos-crime, duas detenções e sete estabelecimentos suspensos.

Restauração
Restauração. Foto: DR

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizaram uma ação nacional conjunta de fiscalização, no dia 28 de julho, sobre o setor da restauração.

A ação de fiscalização teve nos Açores a participação da Inspeção Regional das Atividades Económicas (IRAE) e na Madeira a Autoridade Regional das Atividades Económicas (ARAE).

A ação de controlo fiscal e de segurança alimentar foi designada de ‘Ação Produto Fresco’ tendo incidido a fiscalização dos estabelecimentos, “tanto ao nível das suas obrigações de faturação, como ao nível dos documentos de aquisição de produtos perecíveis, por forma a controlar a cadeia logística deste setor e garantir assim a segurança alimentar dos produtos e o bem-estar dos consumidores.”

De acordo com o Ministério das Finanças a ação de fiscalização traduziu-se nos seguintes principais resultados:

a) Foram controlados cerca de 3.100 estabelecimentos de Restauração.

b) Participaram na ação cerca de 510 inspetores da AT e cerca de 80 da ASAE, 13 do IRAE e 7 da ARAE.

c) Pela AT, foram instaurados cerca de 600 processos de contraordenação por:

• não emissão de fatura

• não observância dos requisitos formais dos documentos emitidos

• não utilização de Programa de Faturação Certificado

• não Exibição dos Documentos de Transporte ou de Aquisição

d) Pela ASAE, foram instaurados 50 processos de contraordenação por:

• incumprimento dos requisitos de higiene

• falta de certificação de segurança alimentar HACCP

• falta de declaração prévia

• falta de inspeção periódica do gás

4 Processos-crime por:

• identificação de géneros alimentícios avariados

• usurpação de utilização de Denominação de Origem Protegida

• fraude alimentar.

e) A ASAE efetuou ainda duas detenções e determinou a suspensão de sete estabelecimentos por falta de requisitos de higiene.

O Ministério das Finanças (MF) esclarece que atividade de fiscalização mantém-se com a presença da AT, da ASAE, do IRAE e da ARAE no terreno, estando já programadas outras ações, dado ser essencial detetar, dissuadir e penalizar situações de incumprimento voluntário. Para o MF é importante “garantir-se uma justa repartição do esforço fiscal”.

Outro dos aspetos referidos pelo MF é de que “para além do efeito dissuasor”, o objetivo é “desenvolver-se uma ação pedagógica sobre os operadores económicos, aumentando a perceção do risco e dos custos associados ao não cumprimento.”

O MF esclarece ainda que “os estabelecimentos fiscalizados serão a partir de agora objeto de um rigoroso acompanhamento do seu comportamento declarativo, estando prevista a realização de procedimentos inspetivos nos casos em que forem detetados elevados riscos de incumprimento.”