Campanha “A Anatomia da Desculpa” alerta para sintomas e rastreio do Cancro do Pulmão

Campanha “A Anatomia da Desculpa” alerta para sintomas e rastreio do Cancro do Pulmão
Campanha “A Anatomia da Desculpa” alerta para sintomas e rastreio do Cancro do Pulmão

“A Anatomia da Desculpa” é a campanha que alerta para as desculpas comumente associadas aos sintomas do cancro do pulmão e para a “regra das 3 semanas”, ou seja, se o sintoma persiste mais do que este tempo é preciso ir ao médico. Uma campanha desenvolvida pela Daiichi Sankyo e que tem a associação da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

“Achei que era uma alergia”, “Achei que era uma gripe malcurada”, “Achei que era do stress”, são algumas das desculpas que, por estarem associadas a sintomas como tosse constante, infeção respiratória prolongada, ansiedade e cansaço extremo, respetivamente, integram a campanha “A Anatomia da Desculpa”.

A campanha alerta para a necessidade de doentes, e famílias, não descurarem o que podem ser sintomas do cancro do pulmão e para a sua persistência por mais de três semanas exigir a ida ao médico.

De forma descomplicada, a campanha “A Anatomia da Desculpa” recorre apenas a frases, simples e diretas, que fazem alusão a alguns dos sintomas do cancro do pulmão como falta de energia ou cansaço constante, desconforto no peito, infeções respiratórias recorrentes, entre outros, associados a uma palete de cores que segmenta as desculpas vs sintomas em: a desculpa ambiental (o externo), a desculpa mecânica (o estilo de vida), a desculpa da inércia (o tempo).

Para a desculpa ambiental foi escolhido o azul, por representar a atmosfera, o ar exterior e por ser uma cor que remete para a patologia respiratória clássica.

O ocre dá cor às desculpas mecânicas, por ser uma cor que transmite opressão, calor interno e esforço, ou seja, associou-se às desculpas que o doente atribui às suas rotinas e estilo de vida simbolizando a sensação de cansaço e de peito asfixiado que o doente sente.

O verde, por ser a cor biológica do oxigénio, da regeneração celular, foi associado às desculpas da inércia, ou seja, do tempo, uma vez que o doente assume o sofrimento como algo que faz parta da vida ou do envelhecimento.

Falar sobre o que podem ser sintomas do cancro do pulmão ajuda a população a identificar alguns dos sinais que podem sentir e a atribuírem-lhes a devida atenção. Com informalidade é possível tornar a mensagem mais eficaz, possibilitando uma maior tomada de consciência para a importância do diagnóstico precoce”, referiu, citada em comunicado, Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale

O cancro do pulmão é a doença oncológica com maior mortalidade em Portugal e a nível mundial. Em 2020, dados da Organização Mundial de Saúde, indicam que o cancro do pulmão causou 1,8 milhões de mortes no mundo, cerca de 18% das mortes por cancro. Em Portugal, morrem 13 pessoas por dia devido a este cancro, 4.797 por ano.

O cancro do pulmão divide-se em dois grandes “grupos”: cancro do pulmão de não pequenas células, que é cerca de 85% dos casos, cancro do pulmão de pequenas células, que é cerca de 15%. Os dois tipos de cancro crescem e metastizam de formas diferentes, o que leva a que sejam tratados também de forma diferente.

O diagnóstico do cancro do pulmão inclui uma exaustiva avaliação médica da pessoa, que inclui a exposição ambiental ou ocupacional a determinadas substâncias, o histórico relacionado com o tabagismo, a história familiar de cancro, e a realização de exames, como raio-x ao tórax, TAC, biópsia, destinada à recolha de tecido para análise por parte da Anatomia Patológica, entre outros exames. Com a inovação contínua na medicina, o diagnóstico (e consequente tratamento) é cada vez mais personalizado a cada indivíduo, tendo em conta o seu próprio caso.

Investigações recentes apontam para vantagens acrescidas de um rastreio de cancro do pulmão com TAC (tomografia computorizada) torácica de baixa dose. O rastreio em populações de risco demonstrou, diminuir a mortalidade por cancro do pulmão em mais de 20%.

A campanha “A Anatomia da Desculpa” vai estar na rua de 3 a 31 de agosto, no ambiente digital, à distância de um clique nas redes sociais, e em esplanadas da Costa da Caparica, Monte Gordo e Zona Ribeirinha do Alvor.