Diretor-Geral da OMS acompanha em Tenerife evacuação dos passageiros do navio Hondius

Diretor-Geral da OMS acompanha em Tenerife evacuação dos passageiros do navio Hondius
Diretor-Geral da OMS acompanha em Tenerife evacuação dos passageiros do navio Hondius. Foto: ©OMS

Numa mensagem dirigida à população de Tenerife, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, refere que sabe que há uma preocupação com a chegada do cruzeiro Hondius, e que a palavra “surto” ainda se mantém na memória do ano de 2020.

Mas, Tedros Ghebreyesus frisa que “isto não é outra COVID. O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus permanece baixo”. No entanto, refere que “o vírus a bordo do MV Hondius é a estirpe andina do hantavírus”. Que “é grave” e “três pessoas perderam a vida”, mas “o risco para a pessoa, que vive sua vida normalmente em Tenerife, é baixo. Esta é a avaliação da OMS, e não a fazemos levianamente.”

“Neste momento, não há passageiros com sintomas a bordo”, afirma o Diretor-Geral da OMS, e que “um especialista da OMS está no navio”. Também “os suprimentos médicos estão disponíveis”, e além disso, “as autoridades espanholas prepararam um plano cuidadoso e passo a passo: os passageiros serão transportados para terra no porto industrial de Granadilla, longe de áreas residenciais, em veículos lacrados e vigiados, por um corredor completamente isolado, e repatriados diretamente para seus países de origem.”

O Diretor-Geral da OMS lembra também que a decisão da Espanha de receber o navio é “um ato de solidariedade e dever moral”, para além de ter sido “feito em total conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional, o quadro juridicamente vinculativo que define os direitos e as obrigações dos países e da OMS na resposta a eventos de saúde pública de interesse internacional.”

A escolha de Tenerife para receber o navio está de acordo com as regras, pois impôs-se que “o porto mais próximo com capacidade médica suficiente deve ser identificado para garantir a segurança e a dignidade dos que estão a bordo. Tenerife cumpriu esse requisito. A Espanha honrou-o. Quase 150 pessoas de 23 países estiveram no mar durante semanas, algumas delas de luto, todas assustadas, todas com saudades de casa. Tenerife foi escolhida porque tem a capacidade médica, a infraestrutura e a humanidade para as ajudar a chegar em segurança.”

Tedros Ghebreyesus anuncia que estará em Tenerife “para observar esta operação em primeira mão, para estar ao lado dos profissionais de saúde, da equipa portuária e das autoridades que a estão a tornar possível, e para prestar as minhas homenagens a uma ilha que respondeu a uma situação difícil com graça, solidariedade e compaixão. Sua humanidade merece ser testemunhada, não apenas reconhecida à distância.”

O responsável da OMS refere ainda que “Tenerife demonstra hoje essa solidariedade. O capitão do navio, Jan Dobrogowski, a tripulação e a empresa operadora da embarcação demonstraram uma colaboração exemplar neste momento difícil. Em nome da Organização Mundial da Saúde e em nome dos passageiros e suas famílias em todo o mundo, agradeço ao povo de Tenerife e a todos os envolvidos.”

“Por favor, cuidem de si mesmos e uns dos outros. Confiem nos preparativos que foram feitos. E saibam que a OMS está com vocês e com cada pessoa a bordo desse navio, a cada passo do caminho”, conclui a mensagem do Diretor-Geral da OMS.