Eurodeputado Relator do Parlamento Europeu para a Turquia assiste na Turquia a julgamento do político Ekrem İmamoğlu

Eurodeputado Relator do Parlamento Europeu para a Turquia assiste na Turquia a julgamento do político Ekrem İmamoğlu
Eurodeputado Relator do Parlamento Europeu para a Turquia assiste na Turquia a julgamento do político Ekrem İmamoğlu

Na véspera da cimeira da OTAN em Ancara, na Turquia, teve lugar o início das audiências de julgamento de Ekrem İmamoğlu, Presidente da Câmara de Istambul. Na sessão de audiência participou, como observador, o eurodeputado Nacho Sánchez Amor, relator permanente da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu para a Turquia.

O político Ekrem İmamoğlu, que enfrenta várias acusações com molduras penais de mais de 2 mil anos de prisão, tem com a presença do eurodeputado na audiência a manifestação de “uma prova da forte solidariedade do Parlamento Europeu com ele e com todos aqueles na Turquia que continuam a defender a democracia, o Estado de direito e as liberdades fundamentais em circunstâncias cada vez mais difíceis, incluindo o ataque judicial ao principal partido da oposição, o CHP”, referiu o eurodeputado no final da audiência.

Para Nacho Sánchez Amor, “longe de ser uma interferência nos assuntos internos da Turquia, a minha presença aqui faz parte do meu mandato como relatora sobre um país que ainda é candidato à UE, como as autoridades turcas gostam de salientar.

Fiquei profundamente impressionado com a resiliência e a determinação do Sr. İmamoğlu perante o tribunal, apesar de ter de enfrentar três processos distintos no mesmo dia, todos relacionados com ações que consideramos politicamente motivadas”, afirmou o eurodeputado.

No entender do eurodeputado “não é coincidência que tudo isto aconteça precisamente no momento em que a atenção internacional está voltada para a cimeira da NATO, tentando assim evitar o escrutínio público e internacional.”

O contraste dificilmente poderia ser mais revelador”, afirmou Nacho Sánchez Amor. Quando a agenda internacional, com a cimeira da OTAN, é dominada por questões de segurança, “as audiências judiciais cruciais estão a ocorrer numa prisão”, que no entender do relator do PE “determinarão o futuro da democracia na Turquia.”

O eurodeputado conclui com o alerta que “os líderes reunidos esta semana em Ancara, particularmente os da UE e dos Estados-membros, não devem perder de vista o que está acontecendo em Silivri. O respeito pelos padrões democráticos, a independência judicial e o Estado de Direito continuam sendo um componente essencial da credibilidade da Turquia como parceira confiável para o presente e para o futuro.”