Gaza continua debaixo de ataques com mais mortes e feridos e uma situação humanitária crítica

Gaza continua debaixo de ataques com mais mortes e feridos e uma situação humanitária crítica
Gaza continua debaixo de ataques com mais mortes e feridos e uma situação humanitária crítica. Foto: © OMS/arquivo

Em Gaza, os ataques israelitas são diários, com os palestinianos a continuarem a ser mortos e feridos, e onde a maioria da população está deslocada e confinada a espaços cada vez menores e superlotados. O resultado é uma situação humanitária instável e insegura, descreve o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários no seu relatório de 5 de junho de 2026.

A agência das Nações Unidas descreve que “o acesso à água potável é limitado e o lixo sólido acumula-se nas áreas residenciais”. Uma situação que “atrai pragas e roedores que contaminam alimentos” e que fazem “aumentar os casos de doenças, principalmente entre crianças”.

O controlo das entradas de pessoas e bens por Israel continua a dificultar a ajuda humanitária com o endurecimento das restrições de acesso. Com a passagem de Zikim, no norte de Gaza, fechada desde 24 de maio, Kerem Shalom continuava a ser o único ponto de passagem para a entrada de cargas autorizadas em Gaza.

Em 31 de maio, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH, sigla em inglês) relatou um aumento nos ataques israelitas em Gaza desde a véspera do Eid al-Adha, em 26 de maio, o resultado foi a morte de pelo menos 26 palestinianos, incluindo seis mulheres e sete crianças. Dados do ACNUDH apontam que desde o anúncio do cessar-fogo terão sido mortas pelo menos 32 crianças e oito mulheres.

Entre 20 de maio e 3 de junho, dados do Ministério da Saúde em Gaza, indicam que 45 palestinos foram mortos, cinco corpos foram recuperados, dois morreram em decorrência dos ferimentos e 254 pessoas ficaram feridas. Isso eleva o número total de vítimas desde o anúncio do acordo de cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025, para 936 mortes e 2.903 feridos.