As crianças mortas em Gaza são descritas danos colaterais e potenciais terroristas, em vez de seres humanos e potenciais vizinhos, afirmou no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Tom Fletcher, Subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência.
Tom Fletcher lembrou que “após meses de intensa mediação, incluindo o Plano de 20 Pontos do Presidente Trump e a cúpula de paz de Sharm El-Sheikh em outubro de 2025” o Conselho de Segurança aprovou uma resolução para conduzir à paz e a ajuda humanitária, depois de terem sido mortos mais de 67.000 palestinos.
“Mais de três quartos dos edifícios e estradas de Gaza danificados ou destruídos. Dois anos de bombardeio contínuo e de alta intensidade, contra civis e infraestrutura civil”, acrescentou Tom Fletcher.
É reconhecido que nos últimos meses foram removidas algumas das barreiras ao acesso humanitário, o que permitiu às agências humanitárias alcançar populações sujeitas “a condições insuportáveis e inimagináveis.”
No entanto, Tom Fletcher alerta que “os palestinos em Gaza continuam privados do básico” como “segurança, abrigo, água potável, assistência médica e educação”, e lembra que “apesar da redução dos combates ativos, os civis continuam a ser mortos e mutilados em ataques aéreos, bombardeamentos e tiroteios diários. Isto levou a que “70% da população precise de abrigo adequado, com os serviços essenciais à beira do colapso.”
“Desde o cessar-fogo, quase 1.000 palestinos foram mortos”, indicam dados do Ministério da Saúde, em Gaza, incluindo, mais de 250 crianças, como indica a UNICEF. Entretanto, muitos “palestinos estão a ser comprimidos numa faixa de terra cada vez menor”, e as vidas dos palestinianos estão “a ser moldadas pela indignidade das linhas amarelas e laranjas que mudam constantemente, definindo onde podem procurar refúgio.”















