Museu Nogueira da Silva com conversa sobre imagens de Braga

Historiador de arte Eduardo Pires de Oliveira, o engenheiro António José Mendes e o bibliotecário Henrique Barreto Nunes em "Conversas sobre imagens de Braga” no Museu Nogueira da Silva, a 5 de abril.

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Largo do Paço, pintura de George Vivian, 'Scenery of Portugal & Spain'
Largo do Paço, pintura de George Vivian, 'Scenery of Portugal & Spain'

A iniciativa “Conversas sobre imagens de Braga” assinala no dia 5 de abril, quinta-feira, a 50ª sessão da iniciativa, às 18h00, no Museu Nogueira da Silva, no centro de Braga. O historiador de arte Eduardo Pires de Oliveira e o engenheiro António José Mendes na companhia do bibliotecário Henrique Barreto Nunes falam sobre o espólio e a história da ASPA – Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Natural e Cultural, que faz 40 anos.

As sessões, com entrada é livre, decorrem desde dezembro de 2012, na primeira quinta-feira de cada mês, e atraem dezenas de pessoas, como colecionadores, estudantes e até turistas. Os assuntos sucedem-se: a sé catedral, o paço arquiepiscopal, a avenida Central, as ruas, o interior das casas, os seminários, os arquivos de fotógrafos como Arcelino e Manoel Carneiro, o desporto, os contextos militares… Os suportes mais usados são os postais e as fotos, mas também surgem desenhos, pinturas, gravuras, cartazes e cartografia, entre outros.

Um ciclo de conversas em que os interessados podem trazer documentos e propor temas para a conversa.

Eduardo Pires de Oliveira explicou: “Queremos contribuir para o conhecimento da evolução da cidade e do valor patrimonial destes suportes visuais, sempre numa perspetiva lúdica, informal, agradável e de promoção da cultura.”

A iniciativa procura dar também visibilidade ao Museu anfitrião e à sua Fototeca, com alguns milhares de imagens.

O historiador de arte lançou a iniciativa após um amigo o ter desafiado a datar diversas imagens de Braga e, em paralelo, ter conhecido António José Mendes, talvez o maior colecionador daqueles registos.

Para o historiador “a imagem urbana, sobretudo de locais que foram alterados ou desapareceram, é objeto de grande admiração pelas pessoas. Na Internet tem gerado um debate aceso, mas aí há muitas imagens sem rigor em termos históricos, artísticos e técnicos”, e acrescentou: “É também por isso que as nossas conversas geram empatia e há brasileiros que saem absolutamente maravilhados.”

A iniciativa tem levado a “discussões animadas”, e “igualmente concorridos foram os debates sobre o primeiro mapa da cidade, de Georg Braun, de 1594, e sobre o multifacetado Largo do Paço, junto à Reitoria da Universidade do Minho, que nos últimos 150 anos já teve jardins, árvores, grades, a colunata fechada e o chafariz usado por aguadeiras.”

As sessões têm vindo a ser gravadas em vídeo pelo Museu Nogueira da Silva, que é uma unidade cultural da Universidade do Minho.

Antes da pausa do verão, a última sessão é sobre fotos atuais e no exterior – por exemplo, em 2016 o grupo foi ver Braga “do céu”, a partir da Torre de Santiago. E em julho está programada uma feira de postais, aberta a todos os que quiserem ver, vender e comprar.

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