Número de estrangeiros empregados em Portugal a descontar para Segurança Social é superior a 900 mil

Número de estrangeiros empregados em Portugal a descontar para Segurança Social é superior a 900 mil
Número de estrangeiros empregados em Portugal a descontar para Segurança Social é superior a 900 mil

Uma recente análise pela Randstad Research com dados da Segurança Social, Instituto Nacional de Estatística (INE) e Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aponta a existência em Portugal de 906.019 trabalhadores estrangeiros, que terão feito descontos em junho de 2026. Colocando a que o número de contribuintes será de 1 estrangeiro em cada 5, ou seja 18,6% do total.

Com base nos dados das três entidades o relatório da empresa Randstad aponta que os trabalhadores estrangeiros terão gerado um saldo de receitas para o Estado de 363,13 milhões de euros num único mês.

A análise da Randstad aponta que houve uma arrecadação de 427,82 milhões de euros, um aumento homólogo de 12,5% no valor das contribuições. A população maioritariamente jovem, em que 64% dos contribuintes na faixa etária dos 20 aos 39 anos.

Ao mesmo tempo, é indicado que houve 186.823 beneficiários estrangeiros de prestações sociais, representando 11,3% do total, para um encargo de 64,69 milhões de euros, refletindo uma diminuição homóloga de 9,7% de beneficiários.

Mercado de trabalho mantém resiliência e estabilidade no desemprego

As estimativas provisórias da Randstad indicam que, em julho de 2026, a taxa de desemprego global manteve-se inalterada face a junho, situando-se nos 5,7%. O número total de desempregados caiu em 2.700 pessoas, fixando-se nas 320.300 no país.

Na análise demográfica verificou-se que a quebra mensal do desemprego se fez sentir sobretudo entre os adultos dos 25 aos 74 anos, em menos 3.700 pessoas e entre os homens com menos -2.100 pessoas.

No caso da ocupação, o emprego registou uma ligeira queda mensal de 7.100 pessoas, ou menos 0,1%. Apesar da diminuição, o número total dos empregados é superior a 5,3 milhões, nomeadamente 5.347.000. Numa perspetiva homóloga, o mercado de emprego aumentou com mais 82.900 pessoas empregadas, ou seja mais 1,6% face a julho do ano anterior. Também a população ativa acompanhou a descida mensal, com menos 9.900 indivíduos para um total de 5.667.300 ativos.

Sobre os rendimentos, verificou-se que remuneração média por trabalho dependente declarada em junho continua a ser mais forte em Lisboa com 2.415,34 euros e Setúbal com 2.193,30 euros, e os mais baixas remunerações a sul, em Faro com 1.706,58 euros e em Beja com 1.750,17 euros.

“A análise deste mês evidencia uma estabilização no mercado de trabalho português. Mais do que as ligeiras variações mensais na criação de emprego, o destaque vai para a consolidação estrutural que observamos através da integração de talento estrangeiro. Estes profissionais estão a contribuir ativamente para a mitigação da escassez de mão-de-obra em diversos setores, ao mesmo tempo que desempenham um papel cada vez mais relevante no equilíbrio financeiro e demográfico do nosso sistema de proteção social” , aformou, citada em comunicado, Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal.