Aumento dos preços da energia e das taxas de juro começa a afetar as pessoas e as empresas na União Europeia

Aumento dos preços da energia e das taxas de juro começa a afetar as pessoas e as empresas na União Europeia
Aumento dos preços da energia e das taxas de juro começa a afetar as pessoas e as empresas na União Europeia

“Uma Europa mais forte e independente está agora a emergir”, afirmou Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, no seu discurso sobre o Estado da União, 2026. Num tom de discurso otimista a líder da União Europeia reforçou a confiança de que a “Europa assegura a sua prosperidade futura”, e lembrou que é “uma Europa que se liberta da dependência tóxica dos combustíveis fósseis da Rússia.”

Com a União Europeia a assumir, nas palavras de Ursula von der Leyen, a posição de “maior potência comercial do planeta”, ao mesmo tempo “que procura transformar a sua política industrial”, e preservar “o seu modelo social único.”

No entender da Presidente da Comissão Europeia “a economia europeia resistiu melhor do que o esperado ao impacto das guerras no Médio Oriente” e o exemplo é que “o desemprego está praticamente ao nível mais baixo de sempre.”

No entanto, “as pressões causadas pelo aumento dos preços da energia e das taxas de juro começam, contudo, a afetar as pessoas e as empresas”, e refletindo mais racionalidade afirmou: “A Europa não poderá continuar a ser uma potência industrial se os preços da energia permanecerem estruturalmente demasiado elevados”.

Uma diminuição da entrada de gás da Rússia na União Europeia, definida em sansões à Rússia, bem como o corte por rutura de gasodutos, parece desfasada da atribuição que no discurso Ursula von der Leyen faz ao afirmar: “Quando a Rússia nos cortou o abastecimento de gás, soubemos responder à altura”. Mas, “o nosso aprovisionamento é agora muito mais diversificado. Investimos em energias limpas produzidas internamente – tanto renováveis como energia nuclear.”

Também, as sanções à Rússia levaram a uma diminuição da entrada de petróleo russo na União Europeia. Entretanto, “deu-se o encerramento do Estreito de Ormuz” e a líder europeia referiu: “E, mais uma vez, sentimos na pele o custo de dependeremos tanto dos combustíveis fósseis importados. Desde o início do conflito, os combustíveis fósseis que importámos custaram-nos mais 90 mil milhões de euros, sem que tenha sido adicionada uma única molécula de energia.”

Em face da situação, a Presidente da Comissão Europeia considera a necessidade de “redobrar os esforços quanto às energias limpas produzidas internamente e a preços acessíveis. Quer se trate de energias renováveis ou de energia nuclear, de biometano ou de outros combustíveis desse tipo. Tecnologicamente neutros, mas que deverão garantir a nossa independência.”

Assim, “para garantir essa independência, temos de eletrificar a Europa”, assumindo que “o objetivo é duplicar a quota da eletricidade até 2040. Desta forma, poderemos reduzir os custos com a importação de combustíveis fósseis em 260 mil milhões de euros anuais. Importa, além disso, garantir que a eletricidade produzida fica disponível.”

No entanto, “no ano passado, instalámos mais de 80 gigawatts de capacidade de energias renováveis. Mas o sêxtuplo dessa capacidade ainda não se encontra ligada à rede. É por essa razão que precisamos com urgência de aprovar o pacote relativo às redes europeias”.

A Presidente da Comissão Europeia concluiu: “Temos de investir mais rapidamente. Acelerar as ligações à rede. Desenvolver o armazenamento. Em suma, o futuro da Europa tem de ser elétrico.”