
A proposta pela Presidência irlandesa do Conselho da União Europeia para a redução do próximo Orçamento da União Europeia (UE), apresentado em 10 de outubro de 2026, no capítulo do financiamento da cooperação global da UE para o desenvolvimento, mereceu a observação de oposição do presidente da Comissão de Desenvolvimento do Parlamento Europeu, Barry Andrews.
A proposta de um corte de cerca de 17% no programa Europa Global, que é o financiamento da cooperação global da UE para o desenvolvimento, teve do eurodeputado a afirmação de que “seria um erro grave, e a Europa pagará por ele com sua própria segurança e prestígio no mundo”.
“A nossa região está mais instável do que em qualquer outro momento da última geração. Conflitos, retrocessos democráticos e impactos climáticos estão a causar deslocações e fragilidade nas nossas fronteiras e além delas. Ao mesmo tempo, a retirada do financiamento americano para o desenvolvimento abriu uma lacuna que parceiros e concorrentes já estão a mobilizar-se para a preencher.”
“Reduzir agora a nossa própria ação externa significaria recuar no momento em que os nossos parceiros mais precisam de confiabilidade e os nossos próprios interesses e segurança a longo prazo estão mais expostos”, afirmou o eurodeputado Barry Andrews.
“A cooperação para o desenvolvimento não é caridade. É a forma como a Europa previne crises, em vez de pagar muito mais para as gerir”. O eurodeputado sustenta que a cooperação contribui para a estabilidade na região. Uma cooperação que “apoia parceiros que partilham os nossos interesses e valores e oferece à Europa uma alternativa credível às propostas de outras potências. Uma Europa global mais reduzida significa menos influência, menos poder de negociação e menos segurança.”














