O Reino Unido investe 32,72 milhões de euros para criar tecnologia capaz de armazenar energia limpa durante mais de 100 horas. Um desafio para o Armazenamento de Energia de Ultralonga Duração
Após mais uma onda de calor recorde, este lançamento reforça as ambições do Governo do Reino Unido em matéria de energia limpa para se preparar para as consequências das alterações climáticas.
A iniciativa irá permitir que a população fique mais bem protegida contra possíveis aumentos da energia, ao reduzir a dependência do Reino Unido em relação a fontes de energia mais caras.
O Desafio de Armazenamento de Energia de Ultralonga Duração (Ultra-LDES) oferecerá subsídios para apoiar o desenvolvimento de novas tecnologias focadas no armazenamento de energia, incluindo baterias avançadas e armazenamento subterrâneo de hidrogénio.
Com o apoio de 32,72 milhões de euros do governo do Reino Unidade através do UK Research and Innovation (UKRI), os inovadores do Reino Unido podem agora candidatar-se a financiamento para desenvolver projetos capazes de fornecer eletricidade limpa durante 100 horas ou mais – o suficiente para abastecer as casas e empresas durante pelo menos quatro dias.
Atualmente, a energia eólica e solar são as formas mais baratas de gerar eletricidade no Reino Unido. No entanto, a falta de vento ou de luz solar significa que essas fontes nem sempre estão disponíveis, obrigando a rede elétrica a recorrer a uma série de alternativas para fornecer a energia necessária, incluindo a geração a gás.
A redução da dependência do gás natural irá fortalecer a segurança energética do Reino Unido. Embora o sistema de gás ainda desempenhe um papel importante nas próximas décadas, o melhoramento do armazenamento de energia será fundamental para a transição para energia limpa.
Este desafio irá reunir algumas das mentes mais brilhantes do Reino Unido para desenvolver a próxima geração de tecnologia de armazenamento de energia. Isso significa que a energia é armazenada quando a rede não precisar e liberá-la quando necessário.
O Desafio terá dois focos principais:
■ O primeiro será o desenvolvimento de novas tecnologias de baterias capazes de fornecer energia por mais de 100 horas. Essas tecnologias eletroquímicas ainda não foram comercializadas em larga escala, o que oferece ao Reino Unido a oportunidade de garantir uma posição inicial no mercado, proporcionando novas oportunidades para empresas e criando novos empregos.
■ A segunda iniciativa apoiará o desenvolvimento e o teste de sistemas que armazenam hidrogénio no subsolo e o libertam quando necessário. A iniciativa tem o potencial de reduzir os custos totais do sistema energético entre 16 e 58 mil milhões de euros entre 2035 e 2050.
“Ao desbloquearmos o potencial da ciência e da inovação, podemos melhorar a vida de todos nós. É exatamente esse o objetivo deste desafio: usar a expertise científica de classe mundial que temos no Reino Unido para beneficiar pessoas em todos os cantos do país”, afirmou o Chris McDonald, Ministro da Ciência do Reino Unido.
O Ministro acrescentou: “Fontes de energia limpa são vitais para atender às nossas necessidades energéticas como nação. Se conseguirmos superar o desafio de armazenar energia proveniente de fontes renováveis, melhoraremos a segurança energética, reduziremos as contas de energia a longo prazo e todos sairemos a ganhar”.
“A energia limpa produzida internamente é o caminho para contas mais acessíveis e segurança energética, e armazená-la para quando mais precisarmos é fundamental”, afirmou Michael Shanks, Ministro da Energia do Reino Unido.
O Ministro acrescentou: “Ao apoiar novas tecnologias de ponta em baterias e armazenamento de hidrogénio com a verba de 32 milhões de euros, armazenaremos mais energia limpa, reduziremos a dependência da geração de energia a gás, que é cara, e forneceremos um sistema energético mais seguro.















