
O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 29 de maio de 2026, sobre o surto da doença pelo vírus Bundibugyo, na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda, indica que o surto continua a evoluir rapidamente, com aumento do número de casos, disseminação geográfica e transmissão transfronteiriça.
Desde 21 de maio de 2026, foram relatados à OMS mais 42 casos confirmados, incluindo oito óbitos, e 160 casos suspeitos, incluindo 47 óbitos, na RDC. Em 27 de maio de 2026, havia um total de 125 casos confirmados, incluindo 17 óbitos – taxa de letalidade de 14%-, e 906 casos suspeitos, incluindo 223 óbitos. Até o momento, dezasseis casos confirmados foram relatados entre profissionais de saúde e cuidadores.
A OMS indica no seu relatório que o surto continua concentrado na província de Ituri, que responde por 88% com 110 dos casos confirmados. Das 17 mortes entre os casos confirmados na RDC, 10 eram do sexo masculino, sendo nove com mais de 15 anos e um com menos de 15 anos, e sete do sexo feminino, sendo cinco com mais de 15 anos e duas crianças com menos de 15 anos.
Até 27 de maio foram recolhidas 774 amostras, e destas 648 amostras (84%) foram analisadas, tendo 125 dado resultados positivos, o que representa uma taxa de positividade de 19,2%. No entanto, a OMS refere que é provável que seja uma taxa de positividade real subestimada, pois mais de 100 amostras ainda aguardam análise adicional.
Também, e referente à situação do surto no Uganda, a OMS refere que até 29 de maio de 2026, havia um total de nove casos confirmados, incluindo um óbito. Os casos recentes incluem um motorista do Uganda que transportou o primeiro caso relatado, um profissional de saúde congolês, uma mulher congolesa que viajou para Uganda para receber tratamento médico e dois profissionais de saúde ugandenses ligados a um caso confirmado anteriormente.
A OMS refere que até 26 de maio de 2026, tinham sido identificados 436 contatos ligados a casos confirmados e que os mesmos estão a ser sendo acompanhados. Trata-se de contatos domiciliares próximos e contatos hospitalares nos casos em que os pacientes foram hospitalizados.














