Sem testes massivos combate-se às cegas a COVID-19

"Teste, teste, teste" é a mensagem do Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde. E no caso de positivo isolar. Sem testes massivos o mundo está efetivamente a combater a pandemia às cegas. Não é conhecida a extensão da infeção.

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Sem testes massivos está-se a combater às cegas a COVID-19
Sem testes massivos está-se a combater às cegas a COVID-19

O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou no dia 16 de março os países para fazerem cada vez mais testes, referindo em tom de mensagem: “teste, teste, teste”. E esclareceu num texto imperativo no Twitter, “se tiverem resultados positivos, isolem-nos e descubram com quem mantiveram contacto nos últimos 2 dias, antes de desenvolverem sintomas, e testem essas pessoas também”.

A mensagem de Tedros Adhanom Ghebreyesus mostra que a falta de testes disponíveis para a COVID-19 significa que “o mundo está efetivamente a combater a pandemia às cegas”, e pode não saber a verdadeira extensão da infeção durante meses, e até durante anos, alertaram, hoje, vários especialistas.

Este novo coronavírus é muito mais infecioso que os vírus da gripe comum e nem todos os infetados apresentam sintomas, pelo que os mais de 246 mil casos confirmados, até hoje, apenas são uma ponta do icebergue. “A maneira mais eficaz de prevenir as infeções pelo coronavírus e salvar vidas é quebrar as cadeias de transmissão. E para fazer isso, é preciso fazer testes e isolar”, referiu o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde.

No dia 17 de março, o governo britânico admitiu a possibilidade de haver mais de 55 mil pessoas infetadas com a COVID-19 no país e, portanto, muito acima dos 3.269 casos confirmados até agora.

Os especialistas indicam que muitas das infeções são leves, mas também são contagiosas. Pessoas com infeções leves seguem a sua vida normal, usam os transportes públicos, vão às compras e passeiam na rua, e assim, espalham o coronavírus pela população em geral. As pessoas estão de forma involuntariamente a levar o vírus para novos lugares, de carro, comboio ou de avião.

Um dos grandes problemas para os serviços de saúde vem dos pacientes que não apresentam sinais de infeção, e podem ser vários milhões, que estão a misturar-se com as pessoas mais vulneráveis.

Os governos têm vindo a recomendar o distanciamento social, fecharam escolas, estabelecimentos públicos, proibiram espetáculos e ajuntamento de pessoas, e muitas outras medidas, mas só numa altura em que o coronavírus já circulava “livremente” pela população. Agora, os especialistas indicam que só testes massivos à população, acompanhados de medidas imperativas de isolamento, podem parar a propagação da infeção.

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