
Depois da situação relacionada com as limitações impostas aos combustíveis oriundos da Rússia, as alterações na Venezuela e a guerra no Médio Oriente, leva a que o atual contexto geopolítico mostre os riscos relacionados com a dependência da Europa em relação aos combustíveis fósseis importados.
A Comissão Europeia considera que os cidadãos e as indústrias europeias estão preocupados com os elevados preços da energia, e também considera que as fontes de energia limpas continuam a ser as mais acessíveis e seguras e a única resposta a médio prazo para reduzir a exposição europeia à volatilidade dos preços.
É neste contexto que a Comissão Europeia apresentou hoje, 10 de março de 2026, as primeiras iniciativas para impulsionar o investimento em soluções nacionais de energia limpa, aumentar a resiliência e reduzir os preços da energia.
“Para tirar o máximo partido das nossas próprias fontes de energia, a Europa necessita de uma mudança radical no seu sistema energético e nas suas infraestruturas”, refere a Comissão Europeia. Para isso considera que a estratégia de investimento em energias limpas poderá ajudar “a colmatar o fosso entre o capital privado atualmente disponível e os investimentos necessários.”
Uma estratégia de investimentos que “ajudará a reduzir os riscos dos projetos e a mobilizar financiamento privado para as redes, as tecnologias inovadoras no domínio das energias limpas e a eficiência energética”. A estratégia envolve o Banco Europeu de Investimentos, que deverá disponibilizar mais de 75 mil milhões de euros de financiamento nos próximos três anos para apoiar os objetivos da transição para as energias limpas.
Em especial, o BEI assumirá um compromisso com um montante indicativo máximo de 500 milhões de euros para o Fundo de Investimento em Infraestruturas Estratégicas. Um capital de âncora para investir em projetos específicos de infraestruturas energéticas, dando um impulso financeiro aos objetivos do pacote europeu relativo às redes.
Com o pacote “Energia dos Cidadãos”, a Comissão Europeia pretende “reduzir as faturas da energia, capacitar os cidadãos para produzirem e partilharem as suas próprias energias limpas e lutar contra a pobreza energética. Os consumidores podem beneficiar de uma mudança de comercializador mais rápida, de impostos e taxas mais baixos sobre as suas faturas de eletricidade e de informações mais transparentes sobre as faturas e os contratos de energia.”
Para a Comissão Europeia “as tecnologias energéticas limpas desenvolvidas internamente são fundamentais para garantir uma energia fiável e a preços acessíveis e reforçar a liderança da União Europeia (UE) no domínio das tecnologias de impacto zero.”
No caso da Estratégia para os Pequenos Reatores Modulares (RLG) são propostas ações que permitem aos Estados-Membros da UE que utilizam a tecnologia implantar os primeiros pequenos reatores modulares operacionais no início da década de 2030.
A estratégia deverá ajudar a indústria a acelerar o u desenvolvimento e implantação, em especial através do trabalho da Aliança Industrial Europeia em matéria de pequenos reatores modulares. Neste caso a Comissão Europeia considera ponderar um complemento adicional de 200 milhões de euros do Fundo de Inovação até 2028 para apoiar a implantação de unidades comerciais iniciais de tecnologias nucleares inovadoras através de garantias de redução dos riscos.













