A Comissão Europeia, através da vice-presidente executiva Henna Virkkunen para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia e do Comissário Europeu da Equidade Intergeracional, Juventude, Cultura e Desporto, Glenn Micallef, condenou hoje, 10 de março, a decisão da Fundação Bienal de Veneza de autorizar a Rússia a reabrir o pavilhão nacional na 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que decorre de 9 de maio a 22 de novembro de 2026.
Na declaração é indicado que a Comissão Europeia “tem sido clara na sua posição relativamente à guerra ilegal de agressão da Rússia contra a Ucrânia. A cultura promove e salvaguarda os valores democráticos, promove o diálogo aberto, a diversidade e a liberdade de expressão e nunca deve ser utilizada como plataforma de propaganda.”
Para a Comissão Europeia “os Estados-Membros, as instituições e as organizações devem agir em conformidade com as sanções da UE e evitar dar uma plataforma às pessoas que apoiaram ou justificaram ativamente a agressão do Kremlin contra a Ucrânia.”
Assim, a Comissão Europeia considera que que a decisão da Fundação da Bienal de Veneza “não é compatível com a resposta coletiva da UE à agressão brutal da Rússia”, e acrescentou: “Se a Fundação da Bienal de Veneza avançar com a decisão de permitir a participação da Rússia, analisaremos novas medidas, incluindo a suspensão ou o termo de uma subvenção da UE em curso à Fundação da Bienal.”
No entanto, o Governo de Itália, através do Ministro da Cultura, considerou respeitar a decisão da Fundação da Bienal da presença da arte da Rússia em pavilhão Nacional.














