Os combustíveis continuam a aumentar em consequência da Guerra no Médio Oriente que teve início a 28 de fevereiro de 2026, com um ataque dos EUA e de Israel ao Irão, que ao limitar o trafego da navegação no estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, impede que grande parte do volume de combustíveis chegue ao mercado mundial.
Até agora, o aumento do preço da gasolina e do gasóleo obrigou o governo a uma intervenção para atenuar os aumentos no consumidor. No entanto, o gasóleo utilizado na agricultura (gasóleo colorido) que, como referiu a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) aumentou 20 cêntimos por litro, não mereceu do Governo o mesmo apoio atribuído à gasolina e gasóleo rodoviário.
“Se já considerávamos o preço do Gasóleo Colorido excessivamente elevado, sobretudo quando comparado com os preços praticados em Espanha, este novo aumento começa a tornar a situação incomportável para o setor agroalimentar”, referiu Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI.
“É simplesmente inaceitável que exista um tratamento desigual face ao gasóleo rodoviário que, como sabemos e bem, já foi alvo de medidas compensatórias”, acrescentou o responsável da CONFAGRI.
Em face da situação e com a previsão já anunciada de mais aumentos do preço dos combustíveis a partir da próxima semana, a CONFAGRI pede ao Governo a atribuição de um apoio extraordinário para o Gasóleo Colorido para mitigar o aumento de custos no setor agroalimentar e a apoiar os agricultores, dado que o aumento nos combustíveis leva diretamente a perdas de rendimento consideradas insustentáveis para os agricultores.













