Dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna (MAI) referentes à Operação Páscoa 2026, que envolveu a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), e que terminou, às 23h59 de 6 de abril, indicam que ocorreram 2.602 acidentes, de que resultaram em 20 mortos, 53 feridos graves e 845 feridos leves.
Números que o Ministério da Administração Interna indicou serem preocupantes tanto mais que “cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída” e que “nenhuma morte na estrada é aceitável.”
O elevado número de feridos “que ficarão com sequelas para a vida, traumas muito difíceis de recuperar” leva o MAI a afirmar que “é tempo de uma reflexão séria”, e “mais que isso, é tempo de agir.”
Um tão grande número de acidentes com consequências trágicas leva o MAI a anunciar que apresentará, em breve, “um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas.”
O MAI lembrou que “a segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada, exige um esforço e um compromisso de todos. Do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão. A resposta a este flagelo tem de ser conjunta.”
Neste domínio, o comunicado do MAI refere que “o Governo e demais entidades públicas, nomeadamente as tuteladas pelo Ministério da Administração Interna – ANSR, GNR e PSP – continuam a desenvolver, de forma permanente, ações de sensibilização e fiscalização rodoviária.”
Mas, “apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança, e por outras entidades”, e da existência melhores infraestruturas rodoviárias e de viaturas mais seguras, o MAI assume que persistem comportamentos de risco, como: “condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução.”
Em face da situação o MAI considera “que é preciso ir mais longe noutras matérias, que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro”, e assume: “É isso que iremos fazer. Cumprir as regras, respeitar os outros utilizadores da via pública e adotar uma condução prudente são comportamentos indispensáveis”. O MAI conclui o comunicado afirmando que “nenhuma viagem vale uma vida.”














