O verão de 2026 tem vindo a mostrar que as alterações climáticas são uma realidade. Níveis de calor extremos, seca e incêndios, são algumas das manifestações deste verão por toda a Europa. Uma devastação que leva a Coligação de Crise Climática, uma coligação com mais de 200 organizações, a organizar uma marcha em Amesterdão para exigir que seja acelerado um Pacto Ecológico Europeu completo.
A marcha a 12 de setembro, a que se junta o Partido Verde Europeu, irá como definido pelos organizadores exigir dos líderes europeus: “Escolher o nosso futuro. Livrar-se dos combustíveis fósseis”.
“Este verão testemunhou mais de trinta mil mortes em excesso na Europa no meio de repetidas ondas de calor. Juntamente com os incêndios florestais e as secas, a crise climática é impossível de ignorar. As pessoas lutaram para dormir e trabalhar em calor extremo, os agricultores viram a seca danificar as suas terras e comunidades em toda a Europa viram as suas casas e florestas arderem. Estes não são avisos sobre o futuro. Esta é a Europa de hoje”, afirmou, em comunicado, Ciarán Cuffe, copresidente do Partido Verde Europeu.
O político acrescentou que “as pessoas estão preocupadas e revoltadas porque sabem que este não tem de ser o nosso futuro”, e lembrou: “O Partido Verde Europeu convocou uma Cimeira de Emergência sobre o Calor, com a presença de líderes governamentais europeus, quando a grande onda de calor atingiu o continente em Junho, mas a resposta dos líderes europeus ficou muito aquém da dimensão da crise.”
Agora, “depois de um Verão como este, o Pacto Ecológico Europeu precisa de ser reforçado e acelerado, com investimentos mais robustos em energias renováveis, cidades e infraestruturas resilientes ao clima, proteção e restauração da natureza e ações muito mais rápidas para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.”















