
A Universidade Politécnica da Guarda (UPG) conta com 372 estudantes colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso de 2026, mais 94 alunos do que se verificou em 2025. Dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), indicam que foram preenchidas todas as vagas nos cursos de Enfermagem e de Design de Equipamento e Ambientes da UPG, e que da licenciatura em Educação Básica apenas ficaram duas vagas e do curso de Marketing uma vaga, para a 2ª fase.
A UPG indica que os cursos de Desporto, de Comunicação e Relações Públicas e de Gestão também registaram boas taxas de colocação, e que no total dos cursos foram preenchidas 50,5% das vagas colocadas a concurso.
Para Joaquim Brigas, reitor da Universidade Politécnica da Guarda “os resultados deste Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior mostram duas coisas”: “A primeira é que há centenas de estudantes e de famílias que confiam no processo de afirmação e de qualificação desta nova universidade politécnica, enquanto instituição de ensino e de investigação científica”.
A segunda, referiu Joaquim Brigas, “é que o aumento generalizado de vagas em todo o país configura uma concorrência desleal para as instituições de ensino superior localizadas no interior, em territórios de baixa densidade, as quais veem potenciais estudantes irem para os grandes centros como consequência de políticas que atacam a coesão territorial”.
No Concurso Nacional de acesso de 2026, os dados indicam que 75% das vagas concentraram-se no litoral entre Braga e Setúbal. A UPG refere que quando a decisão dobre vagas foi anunciada, o Conselho Geral do então Instituto Politécnico da Guarda enviou ao Governo uma deliberação protestando contra as más consequências que a decisão política traria para a ocupação de vagas nas instituições de ensino superior localizadas no interior.
Também, refere a UPG, a Assembleia Municipal da Guarda aprovou uma moção contra a atual política do Ministério, que enviou ao Governo e aos partidos na Assembleia da República.
Para o reitor da UPG, a decisão do Governo de aumentar vagas nas universidades situadas nos grandes centros “é uma política errada, que o país irá pagar caro a médio prazo”.
Entretanto, Joaquim Brigas aguarda agora pela 2.ª fase de candidaturas, em que espera preencher a maioria dos cursos, à semelhança do que sucedeu nos anos anteriores quando ainda Instituto Politécnico da Guarda, e para isso: “Faremos tudo para recuperar a dinâmica de procura e continuaremos a afirmar a Universidade Politécnica da Guarda como um ator fundamental para o desenvolvimento da sua região”.
A Universidade Politécnica da Guarda anuncia que vai iniciar três cursos de doutoramento no ano letivo de 2026-2027, os quais se irão juntar às 27 licenciaturas, 16 mestrados e 27 cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) que tem em funcionamento.
“A UPG oferece muitos apoios e acompanhamento social aos seus estudantes, bolsas e alojamento: este ano iremos inaugurar uma nova residência estudantil”, afirma Joaquim Brigas. “Apesar dos obstáculos criados por políticas erradas do Governo central, a Universidade Politécnica da Guarda irá ultrapassá-los e irá afirmar-se como um esteio da coesão territorial na sua região”, conclui o reitor.













