
A 34.ª edição da Quinzena de Dança de Almada – International Dance Festival, tem agenda marcada para Almada entre os próximos dias 25 de setembro e 11 de outubro próximos, com um programa que reúne espetáculos de dança contemporânea, estreias, residências artísticas, encontros profissionais, dança no ecran e atividades para a comunidade.
Uma iniciativa que tem organização pela Companhia de Dança de Almada volta a afirmar Almada como um dos principais centros da criação coreográfica contemporânea em Portugal, que reune artistas, companhias e programadores de diferentes países.
A 25 de setembro, a abertura da edição de 2026 assinala a estreia de um novo programa da Companhia de Dança de Almada, “A Espera do Baleiro”, criado pelo coreógrafo galego Xián Martínez, em coprodução com a Xunta de Galicia e com a Axencia Galega das Industrias Culturais (Centro Coreográfico Galego). Um programa inspirado nas tradições comuns de Portugal e da Galiza, em que a criação estabelece um diálogo entre duas culturas unidas por uma herança que a dança continua a reinventar.
Ao longo do festival, Almada recebe também a Nalini Cia de Dança, do Brasil, com “Titiksha”, uma obra que declara a dança como gesto de resistência, a companhia IVONA, dirigida pelo coreógrafo italiano Pablo Girolami, que faz subir ao palco “T.R.I.P.O.F.O.B.I.A. – The End”, e ainda “Felices” | work-in-progress, que resulta da residência artística de Clara Ferrão Diz e Andrea Quintana, desenvolvida no âmbito do programa Atopémonos Bailando – Residencias Artísticas e Investigación.
A Plataforma Coreográfica Internacional reúne vinte e três trabalhos de companhias e criadores independentes de diferentes geografias, oferecendo um panorama da criação coreográfica contemporânea. Mas, em paralelo, haverá apresentações em site específico e diversos workshops convidam a comunidade a participar e a experimentar a dança.
Também, em 2026, a edição é marcada pela estreia do Saracoteio – Dança no Écran, um novo programa dedicado ao filme e vídeo de dança produzido nos países de língua oficial portuguesa, desenvolvido em parceria com Macau e Cabo Verde. A iniciativa apresenta obras de Cabo Verde, Macau, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Portugal, ampliando o olhar sobre a criação contemporânea através do écran.
A 11 de outubro, no momento o encerramento do festival pertence à coreógrafa Carla Jordão, radicada na Alemanha, que regressa à cidade para apresentar uma criação com bailarinos da Companhia de Dança de Almada e alunos do Ca.DA Conservatório de Dança de Almada, num encontro entre diferentes gerações de intérpretes.
Mais do que um festival, a Quinzena de Dança de Almada é um espaço de encontro entre artistas, públicos e profissionais, onde a dança contemporânea cruza linguagens, aproxima culturas e cria novas formas de pensar o presente.














