Comissão Europeia, OMS e UNICEF querem medidas que aumentem taxas de vacinação

Comissão Europeia, OMS e UNICEF querem medidas que aumentem taxas de vacinação
Comissão Europeia, OMS e UNICEF querem medidas que aumentem taxas de vacinação. Foto: © UE

Numa declaração conjunta da Comissão Europeia, OMS para a Europa e da UNICEF para a Europa e a Ásia Central é assinalado o início da 20ª Semana Europeia da Imunização, e é celebrado o que consideram ter sido “o incrível progresso que a vacinação fez para proteger a saúde das pessoas nas últimas duas décadas” e que agora apelam “a uma liderança ousada e a um maior empenho para manter este progresso nos próximos anos.”

Em 2007, a Semana Europeia da Imunização foi lançada em 53 países da Europa e da Ásia Central para aumentar a sensibilização para a necessidade e o direito de todas as crianças serem protegidas contra doenças que podem ser prevenidas por vacinação. E referem os autores da declaração que desde 2007, a semana anual tem garantido que muitas pessoas em toda a região europeia da OMS fossem informadas e protegidas, e os programas nacionais de imunização também melhoraram a saúde pública.

As entidades que assinam a declaração referem que em todo o mundo, a vacinação salvou cerca de 154 milhões de vidas desde 1974. Na região europeia, a elevada cobertura vacinal reduziu drasticamente o ónus das doenças que podem ser prevenidas por vacinação. Por exemplo, a região europeia da OMS manteve-se com sucesso livre de poliomielite endémica desde 2002, quase alcançou a eliminação regional do sarampo e da rubéola, e também viu reduções dramáticas nos casos relatados de muitas doenças.

A OMS, UNICEF e a Comissão Europeia referem que de 2000 a 2024, os casos de rubéola diminuíram mais de 99%, a difteria em 90% e a papeira em 95%. Muitos países também alargaram a imunização para proteger as crianças contra outras doenças potencialmente fatais, incluindo a meningite, a pneumonia e o rotavírus. Quase todos os países da região incluem a vacina contra o vírus do papiloma humano (VPH) nos seus programas de imunização para prevenir o cancro do colo do útero e outras formas de cancro. Além disso, as mulheres grávidas podem agora ser protegidas contra doenças como a tosse convulsa, a gripe, a COVID-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR), ajudando a mantê-las seguras e saudáveis, bem como aos seus recém-nascidos.

No entanto, a declaração refere que as taxas de imunização em alguns países estão a diminuir, enquanto o número de países que enfrentam surtos grandes e disruptivos de doenças que podem ser prevenidas por vacinação está a aumentar. Em 2024, foram comunicados mais de 298 mil casos de tosse convulsa na região europeia da OMS, um número que foi até à data o mais elevado registado. Também, em 2024 os casos de sarampo ultrapassaram 127 mil, o número mais elevado em 27 anos.

Os números, refere a OMS, UNICEF e a Comissão Europeia, podem ser atribuídos à falta de conscientização, à desinformação e à desconfiança nas vacinas ou nas autoridades de saúde. No entanto, estes surtos também revelam uma cobertura desigual da imunização e insuficiências nos programas de imunização e nos sistemas de cuidados de saúde primários. Ao mesmo tempo, indicam que os investimentos em programas de imunização são importantes para manter os ganhos e a sustentabilidade dos esforços atuais.

Para os declarantes a Europa não pode dar-se ao luxo de retroceder. Assim, referem ser imperativo reforçar os programas nacionais e regionais de imunização e acelerar as ações coordenadas a nível mundial. Para isso, a Comissão Europeia indicou que já afetou recursos consideráveis ao apoio aos esforços de imunização, tanto na União Europeia como a nível mundial.

A UNICEF, a OMS e a Comissão Europeia concluem a declaração afirmando que continuarão também a trabalhar em conjunto, e com todos os parceiros, para superar os graves desafios que hoje se colocam à imunização. E afirmam: “Juntos, queremos defender a saúde das crianças e servir as comunidades marginalizadas que não têm acesso equitativo às vacinas. A nossa mensagem é simples e clara: as vacinas funcionam, salvam vidas e protegem as nossas comunidades.”