OMS: Surto de ébola pelo vírus Bundibugyo aumenta na República Democrática do Congo

OMS: Surto de ébola pelo vírus Bundibugyo aumenta na República Democrática do Congo
OMS: Surto de ébola pelo vírus Bundibugyo aumenta na República Democrática do Congo

Último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 17 de julho de 2026, sobre surto de vírus Bundibugyo dá conta que o vírus na República Democrática do Congo continua ativo, com transmissão sustentada a impulsionar o aumento de casos e óbitos.

Até 15 de julho de 2026, tinham sido confirmados na República Democrática do Congo um total de 2.124 casos, incluindo 828 óbitos. Só desde 3 de julho de 2026, foram relatados 664 casos confirmados, incluindo 376 óbitos. Até agora só 390 pacientes recuperaram dos afetados na República Democrática do Congo.

A OMS dá conta que em 13 de julho de 2026, as autoridades alemãs informaram sobre um caso confirmado de doença de Ebola causada pelo vírus Bundibugyo. Neste caso tratou-se de um trabalhador humanitário dos Estados Unidos da América que foi evacuado da República Democrática do Congo por motivos médicos.

Doença pelo vírus Bundibugyo

A doença pelo vírus Bundibugyo é uma forma grave da doença do Ebola causada pelo vírus Bundibugyo, uma das espécies do género Orthoebolavirus. Trata-se de uma zoonose, em que os morcegos frugívoros são considerados o reservatório natural.

A OMS indicou que a infeção humana poderá ocorrer através do contato próximo com o sangue ou secreções de animais selvagens infetados, como morcegos ou primatas não humanos, e a partir a partir da pessoa infetada se espalhe de pessoa para pessoa através do contato direto com o sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de indivíduos infetados ou superfícies e materiais contaminados.

A transmissão poderá ser amplificada em ambientes de saúde quando as medidas de controlo de infeção são inadequadas e durante práticas funerárias inseguras que envolvem contato direto com os falecidos.

O período de incubação da doença pelo vírus Bundibugyo poderá variar de 2 a 21 dias, e os indivíduos infetados não são contagiosos até o início dos sintomas. Os sintomas iniciais, como febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, são inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico clínico e pode atrasar a deteção. Os sintomas progridem para sintomas gastrointestinais, disfunção orgânica e, em alguns casos, manifestações hemorrágicas.

As taxas de letalidade nos dois últimos surtos de doença pelo vírus Bundibugyo, relatados em Uganda e na República Democrática do Congo em 2007 e 2012, foram de 30% e 50%, respetivamente.