Quarteto de Ministros quer NATO pronta para desafios do ‘flanco sul’

Ministros da Defesa de Portugal, Espanha, França e Itália, reuniram no Porto e reafirmaram confiança na NATO. Os ministros subscreveram carta ao Secretário-geral da NATO sobre a posição conjunta em relação aos desafios do ‘flanco sul’.

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Ministros da Defesa, da esquerda para a direita, de Espanha, Portugal, Itália e da França.
Ministros da Defesa, da esquerda para a direita, de Espanha, Portugal, Itália e da França. Foto: © DR

Os Ministros da Defesa de Espanha, França, Itália e Portugal, reuniram ontem, dia 6 de fevereiro, no Porto, onde subscreveram uma carta ao Secretário-Geral da NATO, expressando a posição conjunta relativamente aos desafios do designado ‘flanco sul’.

Azeredo Lopes, Ministro da Defesa Nacional (MDN), Maria Cospedal, Ministra da Defesa de Espanha, Jean-Yves le Drian, Ministro de Defesa de França, e Roberta Pinotti de Itália, reuniram no Palácio da Bolsa onde concertaram posições sobre o estado da Aliança Atlântica e as perspetivas de evolução futura.

De acordo com comunicado do MDN, os Ministros da Defesa defendem que “a NATO continua a ser o principal pilar da segurança transatlântica e, mais do que nunca, deve estar preparada para responder às ameaças e aos desafios numa perspetiva de 360º”.

O debate dos ministros “focou-se sobretudo na eficiência da resposta da Aliança Atlântica às ameaças emergentes a Sul, uma vez que, contrariamente aos desafios tradicionais, estes assumem hoje um grau de imprevisibilidade excecional”.

Dado que a natureza de um conflito é multidimensional, “os ministros concordaram que a NATO deve robustecer a sua resposta ao nível político e estratégico, devendo melhorar as sinergias entre os diferentes intervenientes e as organizações internacionais e regionais, nomeadamente Nações Unidas, União Europeia e União Africana”.

Os Ministros debateram ainda questões sobre “os progressos da implementação da Cimeira de Varsóvia, nomeadamente no que respeita à implementação da estrutura para o Sul (Adaptation Framework for the South), que prevê medidas de defesa, dissuasão e projeção de estabilidade.

Os quatro Ministros da Defesa consideram que é o momento para “implementar uma estrutura eficiente e sustentável, que procure uma abordagem que integre atores como a União Europeia e as Nações Unidas” e destacaram “o valor acrescentado do conhecimento técnico da NATO para a comunidade internacional”.

O conhecimento único que a União Europeia desenvolveu através da assistência e do treino militar a países terceiros, bem como a capacidade das Nações Unidas para estabelecer missões de paz robustas, foram outros dos temas destacados pelos ministros.

Os Ministros da Defesa de Espanha, França, Itália e Portugal, designado “Quarteto do Sul”, concertaram posições para a próxima reunião Ministerial de Defesa da NATO, a decorrer nos próximos dias 15 e 16 de fevereiro.

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