Uma nova opção de tratamento para pacientes com cancro pancreático avançado recebe aprovação da Agência de Medicamentos dos EUA (conhecida pela sigla em inglês FDA). O Rasonque (daraxonrasib), um inibidor da proteína RAS para a forma mais comum do cancro pancreático, tem autorização atribuída à Revolution Medicines.
O Rasonque é um comprimido que é tomado uma vez ao dia e atua sobre a proteína RAS, um fator chave no crescimento tumoral na maioria dos pacientes com adenocarcinoma pancreático, que surge das células que revestem os ductos do pâncreas.
“Uma nova opção crucial para pacientes que enfrentam um cancro extraordinariamente difícil e historicamente de difícil tratamento. É nosso dever fundamental disponibilizar mais curas e tratamentos eficazes para os pacientes o mais rápido possível”, disse o Comissário Interino da FDA, Kyle Diamantas, JD. “Tenho imenso orgulho dos cientistas dedicados da FDA, cuja análise rápida e minuciosa e compromisso incansável tornaram este marco inovador uma realidade.”
A terapia agora aprovada destina-se ao tratamento de adultos com adenocarcinoma pancreático metastático que receberam pelo menos uma terapia sistémica anterior ou que não são candidatos à terapia sistémica com múltiplos agentes.
Dados do Instituto Nacional do Cancro dos EUA indicam que aproximadamente 90% a 95% dos 67.000 novos casos de cancro do pâncreas diagnosticados anualmente são adenocarcinomas pancreáticos. Mas, apesar de representar cerca de 3,2% de todos os diagnósticos de cancro, o adenocarcinoma pancreático é responsável por uma parcela desproporcionalmente alta das mortes por cancro, devido à sua deteção tipicamente tardia, ao curso agressivo da doença e às opções de tratamento historicamente limitadas.
Um ensaio clínico multicêntrico, aberto e randomizado, que envolveu 500 adultos com adenocarcinoma pancreático metastático previamente tratado, o tratamento com Rasonque mostrou ter ocorrido uma melhoria na sobrevida global mediana para 13,2 meses, em comparação com 6,7 meses para a quimioterapia padrão.
“Este medicamento apresentou resultados sem precedentes numa área com grande necessidade não atendida”, disse Angelo de Claro, diretor do Centro de Excelência em Oncologia da FDA.
Para a FDA esta aprovação mostra a preocupação em promover, agindo com urgência, tratamentos inovadores que possam fazer uma diferença significativa na vida dos pacientes, e concedeu ao Rasonque as designações de Terapia Inovadora e Medicamento Órfão.
Os efeitos colaterais mais comuns do medicamento são erupção cutânea, diarreia, estomatite (inflamação das membranas mucosas da boca), náusea, fadiga, vómito, dor abdominal, edema, diminuição do apetite e hemorragia.















