Faixa de Gaza onde só a morte tem entrada livre

Faixa de Gaza onde só a morte tem entrada livre
Faixa de Gaza onde só a morte tem entrada livre. Foto: © OMS/arquivo

As condições em Gaza continuam a piorar e os poucos relatos dão conta que os palestinianos continuam a ser mortos e feridos. Como relata a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (conhecida pela sigla em inglês UNRWA) e segundo dados setor de saúde em Gaza verifica-se que entre 7 de outubro de 2023 e 9 de agosto de 2026, foram mortos 73.386 palestinianos só na Faixa de Gaza e mais 174.256 ficaram feridos. Um número que inclui 1.258 mortes e 4.295 feridos entre 10 de outubro de 2025, anúncio do acordo de cessar-fogo, e 9 de agosto de 2026.

A UNRWA também registou 393 dos seus funcionários mortos em Gaza desde o início da guerra, que inclui 311 funcionários da Agência e 82 pessoas que estavam a apoiar a mesma Agência, até 12 de agosto de 2026.

A Organização Mundial da Saúde também informou que foram registados 45 ataques a serviços de saúde entre o dia 1 de janeiro e 6 de agosto de 2026, de que resultaram 10 mortes e 44 feridos.

A Agência das Nações Unidas referiu que continua a monitorizar a movimentação de pessoas deslocadas e os locais de deslocamento, e que um total de 114 abrigos coletivos de emergência da Agência acolhem 65.000 pessoas deslocadas internamente e que estão atualmente ativos.

Também, é referido que cerca de 11.000 funcionários palestinianos da UNRWA continuam a prestar serviços e assistência à população da Faixa de Gaza, dado que todos os funcionários internacionais da UNRWA estão impedidos de entrar no Território Palestiniano Ocupado, após a aprovação pelo Parlamento Israelita de Leis em 28 de outubro de 2024, que proíbem as operações da UNRWA em áreas que Israel considera ser território soberano.

As autoridades israelitas deixaram de conceder vistos ou permissões para que os funcionários internacionais da Agência das Nações Unidas entrem no Território Palestiniano Ocupado, incluindo a Faixa de Gaza, desde o final de janeiro de 2025.

Desde março de 2025, as autoridades israelenses têm impedido a UNRWA de levar pessoal humanitário e ajuda diretamente para a Faixa de Gaza. Apesar das enormes necessidades no terreno, a UNRWA ficou, portanto, impossibilitada de distribuir a ajuda que havia preposicionado nos arredores de Gaza, que incluía cestas básicas, farinha e suprimentos para abrigo suficientes para centenas de milhares de pessoas.