Governo avalia prejuízos das tempestades em mais de 5,3 mil milhões de euros e pede apoio do Fundo de Solidariedade da UE

Governo avalia prejuízos das tempestades em mais de 5,3 mil milhões de euros e pede apoio do Fundo de Solidariedade da UE
Governo avalia prejuízos das tempestades em mais de 5,3 mil milhões de euros e pede apoio do Fundo de Solidariedade da UE

Passados cerca de dois meses depois das grandes tempestades que devastaram vários locais do país, o Governo anunciou que submeteu, junto da Comissão Europeia, o pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), indicando uma avaliação de prejuízos superiores a 5,3 mil milhões de euros.

Entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026, “Portugal foi afetado pelos excecionais fenómenos meteorológicos, caracterizados por eventos de múltiplos riscos e uma cascata de impactos. Estes eventos ilustram os crescentes desafios das alterações climáticas”, refere o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, no pedido enviado à Comissão Europeia.

Num curto espaço de tempo Portugal foi assolado por sete tempestades com destaque para a tempestade “Kristin”, com ventos muito superiores a 130 quilómetros por hora, precipitação intensa que levou a grandes cheias e derrocadas de terenos, postes de rede de energia, de telecomunicações, e episódios de agitação marítima severa. Um evento classificado na categoria de “grande desastre”.

As consequências das tempestades assumiram proporções de “graves impactos” como: a destruição de habitações, estruturas da indústria, comércio e do setor agrícola e pecuário, estruturas críticas de abastecimento de água, de energia, e de comunicações, bem como serviços públicos, incluindo portos, hospitais, escolas, estradas, património cultural.

O Ministério da Economia e da Coesão Territorial indicou que a candidatura ao apoio financeiro do FSUE destina-se, a ajudar ao financiamento da reconstrução das infraestruturas públicas nacionais e regionais afetadas, e nas intervenções de emergência, nomeadamente junto das populações e infraestruturas diversas.

“Portugal foi um espelho do impacto das alterações climáticas. É necessário preparar os territórios e as infraestruturas para a ocorrências destes eventos. A par da reconstrução, estamos a trabalhar para tornar Portugal mais resiliente”, referiu, citado em comunicado, Castro Almeida.

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial acrescentou: “A solidariedade europeia será uma das componentes do projeto de reconstrução e resiliência com que o Governo está comprometido, mesmo que, à luz dos regulamentos em vigor, deva corresponder apenas a uma fração do esforço de investimento e apoio de que necessitamos”.

O FSUE é destinado a apoiar Estados-Membros quando numa situação de catástrofes naturais graves ou emergências de saúde pública. O Fundo funciona como um mecanismo de solidariedade interinstitucional, para recuperação de infraestruturas e de apoio às populações.