Diferença de mensagens entre células cerebrais ajudam a esclarecer doença de Parkinson

Diferença de mensagens entre células cerebrais ajudam a esclarecer doença de Parkinson
Diferença de mensagens entre células cerebrais ajudam a esclarecer doença de Parkinson

As células cerebrais que libertam dopamina – que é um neurotransmissor que controla os movimentos -, armazenam-na em minúsculas bolsas membranosas chamadas vesículas sinápticas. Essas vesículas são diferentes das vesículas usadas por células cerebrais que liberam outros neurotransmissores, concluiu estudo de investigação liderado por investigadores da Universidade de Ciências da Saúde Cedars-Sinai.

Os resultados do estudo, já publicados na revista Science Advances, podem levar a uma melhor compreensão da doença de Parkinson. Um distúrbio do movimento que causa a morte progressiva das células cerebrais responsáveis ​​pela libertação de dopamina. A morte dessas células celebrais leva aos problemas de movimento que caracterizam a doença.

A nossa investigação esclarece as diferentes maneiras pelas quais as células cerebrais libertam mensageiros químicos, que as células usam para comunicarem umas com as outras”, disse Katlin Silm, autora sénior do estudo. “Identificamos diferenças importantes entre as células cerebrais que libertam dopamina e aquelas que liberam outras substâncias químicas cerebrais.

As vesículas sinápticas ajudam as células cerebrais a comunicarem entre si, fundindo-se com a membrana celular e libertando o seu conteúdo no espaço entre as células. Na investigação, ao utilizar ratos laboratório, os investigadores descobriram que as vesículas sinápticas que contêm dopamina carregam um conjunto distinto de proteínas em comparação com as células que contêm outros neurotransmissores.

Os nossos resultados mostram que a composição de uma vesícula é crucial para determinar como os neurotransmissores são libertados no cérebro”, disse Katlin Silm, que é investigadora no Instituto de Medicina Regenerativa do Conselho de Governadores. “As diferenças que identificamos ajudam a explicar as propriedades únicas da libertação de dopamina e lançam as bases para explorar como isso afeta a estabilidade a longo prazo das células cerebrais produtoras de dopamina”, esclareceu a investigadora.