Procedimentos de registo no BUPi são gratuitos até setembro de 2026

Procedimentos de registo no BUPi são gratuitos até setembro de 2026
Procedimentos de registo no BUPi são gratuitos até setembro de 2026

O Governo decidiu prolongar até 30 de setembro de 2026 a gratuitidade dos procedimentos associados ao Balcão Único do Prédio (BUPi), nomeadamente a identificação e regularização dos prédios rústicos e mistos, bem como as taxas de emolumentos de registo.

Uma medida que consta do Decreto-Lei n.º 87/2026, de 15 de abril e que altera o regime jurídico do sistema de informação cadastral simplificado e do BUPi. Uma medida que garante que mais portugueses possam regularizar a sua propriedade sem encargos adicionais.

Para além do prolongamento da gratuitidade, a nova legislação introduz outras medidas consideradas importantes, como:

Ser obrigatória a apresentação de representação gráfica georreferenciada (RGG) nos documentos que titulem atos de transmissão do direito de propriedade. O objetivo é assegurar uma identificação mais precisa dos limites e da localização dos prédios.

É criado um procedimento especial de anexação de prédio rústico, que permite ao cidadão solicitar diretamente no Balcão BUPi o correspondente pedido de registo.

Para Castro Almeida, Ministro da Economia e da Coesão Territorial “uma informação territorial mais completa e fiável é condição essencial para um planeamento mais eficaz, para a proteção das populações e para decisões públicas mais informadas”, e “só conhecendo o território podemos protegê-lo, valorizá-lo e planear melhor o futuro”.

Para a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, “este diploma reforça o compromisso do Governo com a segurança jurídica e a modernização do cadastro. O conhecimento rigoroso do nosso território é essencial. O correto cruzamento entre titularidade dos terrenos e a sua localização permite assegurar uma gestão mais eficiente do território, contribuir para a prevenção dos incêndios e garantir segurança à sua transmissão, quer seja em vida, quer seja aos herdeiros. Apelamos, por isso, a todos os proprietários de terrenos, que contribuam ativamente para este desígnio nacional”.