Quatro projetos portugueses de investigação selecionados para apoio da União Europeia

União Europeia atribui 600 milhões de euros aos melhores investigadores europeus. Seis investigadores portugueses estão entre os selecionados e destes quatro desenvolvem os projetos em Portugal.

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Trabalho de Laboratório de investigação
Trabalho de Laboratório de investigação. Foto: DR

A Comissão Europeia anunciou hoje, 10 de dezembro, que foram selecionados pelo Conselho Europeu de Investigação (CEI), 301 cientistas e académicos de topo em toda a Europa para receberem subvenções, num total de 600 milhões de euros, no âmbito do programa de investigação e inovação Horizonte 2020. Uma subvenção para a construção das suas equipas e a realização dos seus projetos de investigação. É previsível que o financiamento cria cerca de 2000 empregos para investigadores de pós-doutorado, estudantes de doutorado e outros funcionários.

De entre os investigadores selecionados está Megan Carey da Fundação Champalimaud, Rita Covas do Instituto de Ciências, Tecnologias e Agroambiente (ICETA) da Universidade do Porto, Luís Mafra e Nuno Silva da Universidade de Aveiro, e mais dois investigadores portugueses a trabalhar em instituições estrangeiras.

Mariya Gabriel, Comissária Europeia para Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, referiu: “O conhecimento desenvolvido nesses novos projetos vai permitir-nos entender os desafios que enfrentamos em um nível mais fundamental e pode nos proporcionar avanços e inovações que nem imaginávamos”.

A Comissária acrescentou: “O investimento da União Europeia em investigação de vanguarda é um investimento no nosso futuro, e é por isso que é tão importante que cheguemos a um acordo sobre um orçamento ambicioso da Horizon Europe para o próximo orçamento plurianual. Um financiamento que também nos permitirá criar mais oportunidades em toda a EU, em que a excelência não deve ser uma questão de geografia”.

O Presidente do Conselho Europeu de Investigação, Jean-Pierre Bourguignon, cujo mandato termina em 31 de dezembro, após seis anos no cargo, comentou: “Tive o imenso privilégio de ver milhares de mentes brilhantes em todo o continente receberem a confiança e o apoio para seguirem suas ideias mais ousadas”.

Jean-Pierre Bourguignon acrescentou: “Como se trata de investigação de ponta, não é de surpreender que um número esmagador deles já tenha feito avanços que continuarão a contribuir enormemente para enfrentar os desafios futuros. Ao me despedir de uma organização que sempre permanecerá perto do meu coração, fico mais uma vez impressionado ao ver esse último conjunto de beneficiários a ser financiado pelo Conselho Europeu de Investigação. Que o CEI os capacite me deixa orgulhoso de ser europeu!”

Os investigadores vão realizar os seus projetos em universidades e centros de investigação em 24 países diferentes na Europa, nomeadamente 52 na Alemanha, 50 no Reino Unido, 43 na França e 32 na Holanda. Nesta competição que envolveu 2.453 propostas de investigação, foram selecionados para financiamento 12% em que constam investigadores de 37 nacionalidades que vão receber financiamento, entre os quais destacam-se 55 alemães, 33 franceses, 28 holandeses e 23 italianos.

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