Na Faixa de Gaza os palestinianos continuam vítimas de desumanização

Na Faixa de Gaza os Palestinianos continuam vítimas de desumanização
Na Faixa de Gaza os Palestinianos continuam vítimas de desumanização. Foto: © UNRWA

As famílias palestinianas em toda a Faixa de Gaza concluíram o mês do Ramadão com crescentes necessidades humanitárias e maior exposição à violência, deslocação e destruição de propriedade, refere comunicado da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente.

Também o Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos alerta que os palestinianos em Gaza, passados cinco meses de ter sido declarado o cessar-fogo, continuam a viver em condições de precariedade e desumanização.

Os ataques aéreos, bombardeamento e ataque por tiro continuaram após a declaração de cessat-fogo por toda a Faixa de Gaza, resultando em vítimas civis. Dados do Ministério da Saúde em Gaza e como relatado pelo Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, 673 palestinianos terão sido mortos desde outubro de 2025.

A Agência das Nações Unidas indicou que as autoridades israelitas reabriram a passagem de Rafah entre a Faixa de Gaza e o Egito, em 19 de março, para uma circulação limitada de pessoas, nomeadamente evacuações médicas e retornos a Gaza.

A passagem de Kerem Shalom continua a única passagem operacional para cargas, o que limita seriamente a entrada de suprimentos. A Agência das Nações Unidas refere que apenas um número limitado de caminhões está a entrar na Faixa de Gaza, o que leva a que falta de medicamentos e peças de reposição necessárias para manter as operações essenciais se dramática.

Entretanto, o Comissário Geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (conhecida pela sigla UNRWA), Philippe Lazzarini, referiu: “Devo expressar meu horror pelo facto de uma entidade das Nações Unidas ter sido permitida ser esmagada como a UNRWA foi, em violação do direito internacional, com os seus funcionários e as comunidades palestinianas a pagar um preço inaceitável.”