Comité da EMA propõe aprovação na União Europeia do medicamento Enhertu para tratamento do cancro da mama HER2–positivo em estágio inicial

Comité da EMA propõe aprovação na União Europeia do medicamento Enhertu para tratamento do cancro da mama HER2-positivo em estágio inicial
Comité da EMA propõe aprovação na União Europeia do medicamento Enhertu para tratamento do cancro da mama HER2-positivo em estágio inicial

O Comité de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) recomendou à Comissão Europeia a aprovação do Enhertu (trastuzumab deruxtecan), da AstraZeneca e da Daiichi Sankyo, como monoterapia para o tratamento adjuvante de pacientes adultas com cancro da mama HER2-positivo ressecado que apresentam doença invasiva residual após tratamento neoadjuvante à base de taxanos e terapias direcionadas ao HER2.

Os especialistas da EMA basearam o parecer para aprovação do Enhertu nos resultados do ensaio clínico de Fase III DESTINY-Breast05, apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica de 2025 e já publicados no “The New England Journal of Medicine”.

O parecer positivo da EMA “representa um passo significativo para a introdução do Enhertu no tratamento do cancro da mama HER2-positivo em estágio inicial, na UE. O Enhertu reduziu o risco de recorrência da doença em mais da metade em comparação com o tratamento adjuvante padrão para pacientes com doença residual e, se aprovado, poderá redefinir o cuidado pós-cirúrgico na UE, mantendo as pacientes livres da doença por mais tempo e aumentando o potencial de cura”, afirmou, citada em comunicado da AstraZeneca, Susan Galbraith, Vice-Presidente Executiva de Pesquisa e Desenvolvimento em Oncologia e Hematologia da AstraZeneca.

Também, John Tsai, Diretor Global de I&D da Daiichi Sankyo, afirmou: “Pacientes com cancro da mama inicial HER2-positivo que apresentam doença residual após o tratamento neoadjuvante têm um risco substancialmente maior de recorrência, o que torna o tratamento adjuvante eficaz especialmente importante”, e por isso o parecer positivo da EMA “reforça o papel potencial do Enhertu no contexto de intenção curativa, onde é fundamental maximizar o potencial para resultados sustentáveis ​​a longo prazo.”